Certa vez uma menina de 10 anos estava observando a mãe preparando um frango para cozinhar e reparando que a mãe o cortava, perguntou:
- Mãe, por que você está cortando o frango tão pequenininho desta maneira?
A mãe, ainda lidando com o frango, respondeu :
- Não sei, minha mãe sempre fez assim e eu faço como ela fazia... Vamos perguntar a ela.
As duas dirigiram-se para a sala onde a avó da menina ocupava-se tricotando.
- Vó, - perguntou a menina - por que você ensinou minha mãe a cortar o frango pequenininho antes de cozinhar?
A avó, parando o que estava fazendo, pensou um pouco e disse:
- Não sei, minha mãe sempre fez assim e eu faço como ela fazia... Vamos perguntar a ela.
As três dirigiram-se para a varanda onde a bisavó da menina descansava tomando um solzinho.
- Bisavó, - perguntou a menina - por que você cortava o frango pequenininho antes de cozinhar?
- Sim perguntou a mãe da menina - por que você ensinou minha mãe a cortar o frango pequenininho antes de cozinhar?
- É mãe perguntou a avó da menina - por que você me ensinou a cortar o frango pequenininho antes de cozinhar?
A bisavó, assombrada com tantas perguntas , respondeu:
- Mas eu não sei do que vocês estão falando... Eu cortava o frango por que era a única forma dele caber na panela que eu tinha!
Esta história mostra que só fazemos escolhas quando estamos conscientes de que elas existem. Se estamos presos a paradigmas que nos toldam a visão, sem nem mesmo percebermos que eles existem, não fazemos escolhas...
No entanto todos nós temos necessidade de estarmos certos, imagine um índio, se ele não estiver certo a respeito do ruído que ouve na mata, pode ser morto. Hoje, a maioria de nós não tem necessidade de estar certo por força de um risco físico. Porém, estar errado, pode ameaçar nossa posição ou nosso cargo.
Por isso , muitas vezes sem nos darmos conta, escamoteamos as escolhas que existem, não as mostramos a subordinados e colegas empobrecendo o nosso desempenho e também o deles.